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Vida terrestre

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Sobre o ODS
Vida terrestre

Este ODS está relacionado a esforços e iniciativas que visam proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da Terra e deter a perda da biodiversidade.

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Nosso blog com artigos, reportagens e conteúdos exclusivos sobre o tema, produzidos por quem entende do assunto.

Meio ambiente e Sustentabilidade

Potencial verde brasileiro e a decisão da UE em vetar produtos ligados ao desmatamento

Estamos chegando ao final de mais um ano e os desafios do ano vindouro já podem ser identificados com clareza. Entre eles, como fizemos questão de colocar nesta coluna por diversas vezes ao longo de 2022, estão as questões ambientais, que vão ocupando com cada vez mais vigor as discussões de política pública no Brasil.
04.07.23 Regina Esteves
Meio ambiente e Sustentabilidade

Fim da COP27 e início de que futuro?

É singular e animador poder vislumbrar a atuação direta na interface das questões econômica e climática, na busca por construir mais um exemplo importante de governança compartilhada, ou seja, proposição de iniciativas frutíferas em parceria entre sociedade civil e poder público, criando soluções inovadoras para problemas chave de nosso país.
04.07.23 Regina Esteves
Ciência e Tecnologia, Meio ambiente e Sustentabilidade, Planejamento Urbano

Oportunidade de milhões: como a Economia Verde pode transformar o nosso país

Ou seja, em um mundo em que a economia verde é o motor dos avanços e conquistas de bem-estar da população, não existem razões para que o Brasil não assuma a dianteira das iniciativas mundiais. E é por isso que precisamos que essa discussão seja ampla, envolva os setores e gere transformações.
04.07.23 Regina Esteves
Meio ambiente e Sustentabilidade

O potencial verde brasileiro

O “potencial verde” do país gera enormes perspectivas para continuarmos atraindo investimentos mundiais em áreas como as energias renováveis, biomassa e biocombustíveis, agricultura sustentável e o hidrogênio verde, que já se demonstram viáveis economicamente.
04.07.23 Regina Esteves
Meio ambiente e Sustentabilidade

Inovação e sustentabilidade: O caso do Bolsa Verde no Rio

Vivemos um tempo em que as inovações são cada vez mais necessárias e têm sido buscadas, especialmente no setor privado. E, com o conceito de ESG, ampliaram-se as possibilidades de atuação, considerando, em especial, a crise ambiental que vivemos.
04.07.23 Regina Esteves
Desenvolvimento Verde, Meio ambiente e Sustentabilidade

Manejo de resíduos sólidos: contexto e boas práticas

Segundo o Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil, em 2022, o país alcançou um total de 81,8 milhões de toneladas de lixo, o que equivale a 224 mil toneladas diárias.
05.06.23 Redação
Meio ambiente e Sustentabilidade

Oportunidade verde para todos

Produzir sem poluir. Reaproveitar os insumos, reduzir o desperdício. Gerar riquezas sem comprometer o patrimônio e as futuras gerações, deixando, como legado, o respeito ao meio ambiente que nos cerca e do qual dependemos para a nossa própria sobrevivência.
20.12.22 Paulo Alexandre Barbosa
Meio ambiente e Sustentabilidade

Destaques COP-27

A população mundial, que completou seus oito bilhões de habitantes neste mesmo mês, foi avisada: existe um só planeta.
29.11.22 Redação
Meio ambiente e Sustentabilidade

Sustentabilidade e meio ambiente: como enfrentar o desafio do século

Precisamos “zerar” 51 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa lançados por ano. A regulação do mercado de carbono no Brasil pode ajudar nessa meta
18.07.22 Regina Esteves
Ciência e Tecnologia, Meio ambiente e Sustentabilidade

Sustentabilidade e inovação, como será em 2022?

Empresas já perceberam a oportunidade de colaborar para minimizar a crise climática e o conceito de ESG tem se colocado de modo cada vez mais pronunciado
18.07.22 Regina Esteves
Meio ambiente e Sustentabilidade

O tripé da sustentabilidade ambiental

O discurso da sustentabilidade ambiental, ao contrário do que se poderia imaginar, não nasceu pronto. Trata-se de uma obra aberta, que amadurece ao longo dos anos. Quando a Conferência de Estocolmo introduziu o desafio de preservação do meio ambiente na agenda internacional, vivíamos um impasse entre preservacionistas e neutralistas. Foram necessários vinte anos para que se alcançasse a convergência política que culminou no conceito de sustentabilidade consagrado na Rio-92, quando, entre outros documentos, foi assinada a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.
18.07.22 Paulo Alexandre Barbosa

ODS 15
Vida
terrestre

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No nono artigo produzido para a série da Rede Juntos sobre os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), a intenção é promover um debate acerca da proteção, restauração e uso sustentável dos ecossistemas terrestres.

vida terrestre aborda, especificamente, a flora e a fauna e os desafios que a humanidade tem enfrentado com relação à proteção do meio ambiente, bem como o uso sustentável dos ecossistemas terrestres. É necessário aprender como gerir as florestas e combater as consequências que surgem em decorrência do desmatamento, como a desertificação, degradação dos solos e perda da biodiversidade.

 

A ação do homem, que influencia na elevação da temperatura da Terra, tem acelerado o processo de desertificação do planeta e impactado diretamente na perda da biodiversidade. Dentre os biomas mais ameaçados do mundo, estão a Mata Atlântica (que já perdeu 90% de sua extensão original), bem como a Caatinga e a Amazônia, que foram indicadas como os ecossistemas mais vulneráveis às variações climáticas, de acordo com um estudo publicado na revista Nature em 2016. Ainda de acordo com o mesmo material, a tundra, a floresta boreal, outras florestas tropicais e os campos temperados também estão em risco.

 

A degradação de biomas como os citados têm impacto direto no ciclo hídrico do planeta, o que pode levar a secas e ao aumento da insegurança alimentar porque áreas, antes cultiváveis, perderão a capacidade de plantio. A Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que, todos os anos, o mundo perde mais de 24 bilhões de toneladas de solo fértil, o que indica o avanço da desertificação do planeta. E se nada for feito para conter esse processo, a tendência é que a humanidade perca 1,5 milhão de km² de terras agrícolas, uma extensão equivalente a toda a área cultivável da Índia.

 

Ainda segundo a ONU, a degradação de ecossistemas também traz riscos para a qualidade de vida das pessoas, pois aumenta o risco do surgimento de doenças zoonóticas, como a COVID-19, e já impacta a vida de mais de 250 milhões de pessoas ao redor do planeta. Dentre esses, 135 milhões podem se sentir compelidos a passar por processos migratórios por questões climáticas, com potencial de se tornar um grande conflito diplomático até 2045 – afinal, essas pessoas precisam ir para algum lugar.

 

Dentre as metas estabelecidas pela ONU para o cumprimento do objetivo, estão previstas ações como:

  • Até 2020, integrar os valores dos ecossistemas e da biodiversidade ao planejamento nacional e local, nos processos de desenvolvimento, nas estratégias de redução da pobreza e nos sistemas de contas;
  • Mobilizar e aumentar significativamente, a partir de todas as fontes, os recursos financeiros para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade e dos ecossistemas;
  • Mobilizar recursos significativos de todas as fontes e em todos os níveis para financiar o manejo florestal sustentável e proporcionar incentivos adequados aos países em desenvolvimento para promover o manejo florestal sustentável, inclusive para a conservação e o reflorestamento;
  • Reforçar o apoio global para os esforços de combate à caça ilegal e ao tráfico de espécies protegidas, inclusive por meio do aumento da capacidade das comunidades locais para buscar oportunidades de subsistência sustentável.

 

Esses são apenas alguns exemplos, mas existem muitas outras iniciativas. E você pode aprender mais sobre elas no próprio site da ONU.

 

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Brasil detém a maior biodiversidade do mundo, com mais de 116.000 espécies animais e mais de 46.000 espécies vegetais – isso apenas as conhecidas, que espalham-se em seis biomas terrestres e três grandes ecossistemas marinhos.

 

As diferentes zonas climáticas do Brasil favorecem a formação de biomas (zonas biogeográficas), a exemplo da Floresta Amazônica, maior floresta tropical úmida do mundo; o Pantanal, maior planície inundável; o Cerrado, com suas savanas e bosques; a Caatinga, composta por florestas semiáridas; os campos dos Pampas; e a floresta tropical pluvial da Mata Atlântica. Além disso, o Brasil possui uma costa marinha de 3,5 milhões km², que inclui ecossistemas como dunas, manguezais, lagoas, estuários e pântanos. Tudo isso abriga cerca de 20% da biodiversidade do mundo.

 

Não à toa, o Brasil possui uma grande responsabilidade no que se refere ao ODS 15, até mesmo para a continuidade da vida como a conhecemos. Entretanto, o desmatamento da Amazônia sofreu um aumento preocupante ao longo dos últimos quatro anos. No final do ano passado, por exemplo, dados divulgados pelo Observatório do Clima dão conta de que houve uma aceleração de quase 60% na derrubada da floresta tropical.

 

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 80% da perda de florestas no Brasil está relacionada direta ou indiretamente com a pecuária. Ainda, de acordo com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), o desmatamento é maior, seja por derrubada de árvores ou focos de incêndio, em territórios com maior concentração de cabeças de gado.

 

A Amazônia é, também, uma grande oportunidade de desenvolvimento econômico para o Brasil. Pesquisas têm mostrado que o uso da biodiversidade da floresta é muito mais lucrativo do que a criação de pasto, mesmo que gere um pouco de emissão de gases do efeito estufa.

 

Outra causa importante que leva ao desmatamento da Amazônia relaciona-se com a exploração ilegal da madeira, que movimenta cerca de US$ 152 bilhões por ano, de acordo com a Interpol. E os maiores mercados consumidores de madeira tropical (em especial, o Ipê, que está em risco de extinção) são os Estados Unidos, a França, Portugal, Bélgica e Países Baixos.

 

Algumas ações podem ser tomadas por parte de todos os atores da sociedade na luta pela preservação da natureza, como por exemplo:

  • Governo –  Adoção de uma política de tolerância zero contra o desmatamento, para que seja possível reverter a situação.
  • Empresas – Adoção da Agenda ESG no setor corporativo, optando por iniciativas que causem o mínimo de impacto no meio ambiente.
  • Organismos supranacionais – Espera-se que outros países, ou blocos econômicos (como a União Européia, por exemplo), aprovem medidas para impedir o comércio ilegal de produtos provenientes da destruição da floresta.
  • Sociedade civil – A população também pode contribuir com a redução do desmatamento da Amazônia ao adotar um estilo de vida mais sustentável, incluindo, mas não apenas, um menor consumo de carne.

 

Boas Práticas

Bolsa Floresta – Manaus/AM

Com o objetivo de demonstrar que a floresta tem mais valor em pé, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) apoiou na implementação do programa Bolsa Floresta, em 2008, para promover ações para estimular o desenvolvimento sustentável, o compromisso de não-desmatamento de florestas primárias e a conservação ambiental. Além disso, a iniciativa focou em promover a melhoria da qualidade de vida das comunidades, com a participação em oficinas de capacitação e garantia da frequência escolar das crianças.

 

Dentre os resultados atingidos pelo Bolsa Floresta, podem-se citar a contribuição para a proteção de 10,9 milhões de hectares de matas, o que representou uma queda de 43% na taxa de desmatamento nas áreas beneficiadas (2008-2020), de acordo com dados oficiais do Governo Brasileiro (INPE/PRODES).

 

Além disso, houve um aumento de 202% na renda média das famílias (2009-2019) — comprovando a possibilidade da conservação da floresta e geração de renda em comunidades ribeirinhas.

 

The Great Green Wall (O Grande Muro Verde) – África

O Sahel é uma das regiões mais pobres do mundo. Localizado com muita proximidade ao Deserto do Sahara, a população local já sofre com os efeitos da mudança climática. Mais de 100 milhões de pessoas enfrentam a seca, a falta de alimentos e as consequências de conflitos gerados pela escassez de recursos naturais. Por essa razão, a estimativa é que cerca de 60 milhões de indivíduos da região possam migrar de áreas degradadas da África para a Europa.

 

Para reverter esse quadro, em 2007 surgiu a iniciativa The Great Green Wall. A ação reuniu 20 países parceiros em torno de uma missão: plantar uma barreira gigante de árvores para conter a expansão do Deserto do Sahara. A ideia é que essa barreira cruze todo o continente, do Senegal ao Djibouti, atingindo 8.000 km de comprimento e 15 km de largura.

 

Para isso, os países envolvidos pretendem contar com o apoio da comunidade internacional para restaurar 500 mil quilômetros de terra e criar 350 mil empregos. Entretanto, apesar dos avanços realizados por países como o Senegal, que já plantou aproximadamente 11 milhões de árvores, serão necessários esforços para financiar todo o projeto, cujo custo estimado é de US$ 8 bilhões.


Referências Bibliográficas:

Organização das Nações Unidas | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima | Observatório do Clima | BBCCompanhia Energética IberdrolaFundação Amazônia Sustentável | Projetos ambientais