Boas práticas para o combate da mortalidade materna no Brasil

Foto por Jimmy Conover | Unsplash

Anualmente, o dia 28 de maio é marcado pelo Dia Nacional pela Redução da Mortalidade Materna. Com o objetivo de conscientizar a importância do direcionamento de políticas públicas que visem a redução dos índices de mortalidade materna no território, bem como voltar as atenções para a temática acerca da saúde da mulher, a Rede Juntos trouxe práticas estaduais e municipais que podem lançar uma luz para que novos territórios possam adotar políticas semelhantes às aqui apresentadas. Veja:

Franco da Rocha (SP)

Em 2019, o município de Franco da Rocha, no estado de São Paulo, elaborou um leque de opções para serem implementadas no sistema de saúde do município que auxilie na prevenção e no combate da mortalidade materna. Ao todo são 5 opções, sendo elas: i. auditoria dos óbitos maternos e feedbacks para os profissionais de saúde; ii. mobilização da comunidade e ações educativas; iii. qualificações das ações de planejamento reprodutivo; iv. capacitação para profissionais de saúde; e v. referenciamento aos serviços de emergências obstétricas. Todas as ações planejadas serão implementadas com o auxílio do programa do Ministério da Saúde, Rede Cegonha.

Aracaju (SE)

A capital do estado do Sergipe, Aracaju, estabeleceu em 2019 um Comitê de Prevenção da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil da Resis, o qual é composto por dois enfermeiros, dois médicos, um estagiário e um profissional que faz trabalhos administrativos e tem como propósito fazer investigações dos óbitos fetais, infantis, maternos com causas mal definidas e de mulheres em idade fértil de 10 a 49 anos. Outras ações exercidas pelo Comitê são o fortalecimento de políticas públicas de humanização no atendimento à gestante e à puérpera por meio da qualificação da assistência de todo o período gestacional, a promoção de um grupo de gestantes nas unidades básicas de saúde, além de fornecer um planejamento reprodutivo para pais que desejam engravidar.

Piauí (PI)

Visando a redução da mortalidade materna, o governo do estado do Piauí estabeleceu em agosto de 2019 um plano de metas para reduzir 21% do índice de mulheres que vêm a óbito em decorrência da gestação até 2023. Dentre as ações planejadas encontra-se um treinamento do novo protocolo para todos os profissionais da saúde que têm acesso direto com gestantes e a construção de unidades da Casa da Gestante. Estas últimas são destinadas ao acolhimento de mulheres grávidas que apresentarem complicações gestacionais de médio e alto risco mas que não precisam estar hospitalizadas, bem como os recém nascidos que necessitam de assistência especializada. As unidades das Casas da Gestante serão formadas por uma equipe multidisciplinar formada por enfermeira, técnico de enfermagem, segurança policial, motorista e médico de sobreaviso, os quais prestarão toda a atenção necessária durante 24 horas.

Referências:
¹Franco da Rocha (SP)
²Aracaju (SE)
³Piauí (PI)

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