Confira algumas das áreas em que um gestor público pode aplicar as Ciências Comportamentais a fim de melhorar a conduta do cidadão.

 

Apesar do comportamento ser objeto de estudo ainda recente para muitos, tal conhecimento tem obtido crescimento exponencial a ponto de tornar-se uma tendência. Há quem, por muito tempo, subestimou todo o tipo de estudo que não fosse objetivo ou alcançasse resultados palpáveis. Entretanto, os benefícios conquistados a partir do seu maior entendimento fez com que diferentes contextos pudessem ser campo de sua atuação.

Em nossa pesquisa sobre a abordagem, encontramos inúmeras boas práticas que só foram possíveis por conta dessa ciência. As múltiplas áreas contempladas estavam relacionadas com o âmbito fiscal, ambiental, da justiça e segurança, da saúde e bem estar, da alimentação, educação, tecnologia, caridade e voluntariado e, por último, emprego.

Viu só, como são vastas as possibilidades? Este não é mais um campo limitado e ganha força inclusive na gestão pública de territórios em situações bastante complexas e com populações miscigenadas. Isso porque, apesar de cada ser humano ser único e peculiar, este tende a agir de maneiras parecidas devido a mesmas motivações – sejam elas psíquicas, racionais ou emocionais.

Abaixo, vamos demonstrar pra vocês como cada boa prática foi implementada com a definição do objetivo, contexto (onde e quando), como ocorreu e – por fim – o resultado.

Receitas

Em relação às situações fiscais, o problema estava geralmente relacionado com a falta ou atraso na declaração de impostos. Tanto no Reino Unido quanto na Guatemala, a alternativa encontrada pelos governos locais foi lembretes por carta e até mesmo SMS. Estratégia utilizada em vários momentos de um período entre 2002 até 2018 – o que demonstra o efeito positivo (queda significativa no índice de inadimplência) independente do marco temporal.

Meio ambiente

A pasta do Meio Ambiente também moveu esforços para que a população se sensibilizasse com a sustentabilidade cada vez mais necessária em nosso cotidiano. O que a gestão pública pretendeu ao fazer uso das ciências comportamentais foi diminuir o desperdício de água e energia elétrica, além de aumentar a reciclagem. Em cidades da Austrália, Estados Unidos, Alemanha e Suécia essa transformação nos hábitos de consumo dos cidadãos ocorreu apenas com o fornecimento de informações sobre alternativas possíveis e mais conscientes. Os recursos naturais devem e podem ser utilizados, sem que haja perigo de escassez e consequências ambientais.

Aposto que você está sentindo falta de um exemplo brasileiro. Acertei? Então, vamos provar que é possível fazer intervenções pautadas nessa sabedoria em qualquer lugar do mundo.

Mobilidade urbana

No Rio de Janeiro, o setor em que o recurso foi utilizado foi o de Mobilidade Urbana. O objetivo da prefeitura era fazer com que os cidadãos apenas fizessem a travessia em locais seguros e, para isso, pintaram as vias – indicando o enlarguecimento das calçadas e em que altura é o ideal atravessar. Com apenas essa simples ação, houve redução de 57% do comportamento indesejado dos pedestres no período de maior tráfego da cidade.

Com as situações acima apresentadas, você pode ter estranhado não conhecer as ciências comportamentais antes – considerando que há tantas experiências reais em uma gama de localidades e governos atuantes. Mas, não se preocupe! Porque a Rede Juntos está produzindo conhecimento riquíssimo na área.

Aqui na plataforma já disponibilizamos outros textos sobre o assunto, um ebook com exemplos práticos e – em breve – uma trilha educacional.

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