Teletrabalho como alternativa para repasse de recursos financeiros na gestão pública

 

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Cidade de São Paulo é exemplo ao adotar modelo de trabalho na pandemia

Com a chegada da pandemia do covid-19, empresas e organizações se depararam com a necessidade de implementar novos métodos e dinâmicas de trabalho, uma delas foi o teletrabalho, que diferente do que muitos pensam, não é como o home office, que muito tem se falado. 

 

Para o setor privado é notório uma rápida adaptação nessa dinâmica, onde grande parte dos colaboradores puderam levar seus materiais de escritório para seus lares, como cadeiras adequadas, notebook, entre outros. Mas, para o setor público, como aconteceu essa adaptação?

 

Antes mesmo da pandemia se instaurar no país o teletrabalho já havia iniciado em alguns cargos públicos. Entretanto, foi com a chegada dessa paralisação mundial, que o setor viu-se obrigado a acelerar o processo de implementação do teletrabalho para servidores públicos. 

 

Um exemplo de grupo que rapidamente teve de se adaptar a essa nova forma, são os trabalhadores da Educação, que, de acordo com o Governo Federal, 95% da área exerceu seu trabalho exclusivamente de forma remota. Esse também é o caso de outros funcionários públicos, onde 49% mantiveram o trabalho remoto. Os dados comprovam que é mais do que possível manter a produtividade e qualidade do serviço público, mesmo a distância. 

 

Com essa prévia aprovada e diversos estudos que comprovam que a produtividade do teletrabalho foi contínua, agora o desafio do setor público é não só perpetuar o formato, mas promover uma dinâmica e controle do trabalho. É importante ressaltar que esse momento é uma oportunidade para a gestão pública ter em pauta e introduzir no ambiente de trabalho, as mudanças e inovações que cada vez mais se perpetuam no mercado corporativo. O novo formato permite também que ocorra uma melhor utilização dos recursos financeiros, reduzindo custos e focando mais na eficiência dos serviços prestados para garantir um bom atendimento da população. 

A cidade de São Paulo é um exemplo que obteve sucesso com a implementação do teletrabalho. Ao longo dos últimos dois anos, principalmente com o início da pandemia, 65 mil funcionários públicos estão trabalhando de forma remota. O regime foi implantado para profissionais e áreas que realizam tarefas habituais e projetos, podendo ser utilizado de forma excepcional e por tempo determinado para forças-tarefa. Esse cenário possibilitará uma economia de 1 bilhão de reais nos próximos 7 anos, para a prefeitura.

 

Para acompanhar o trabalho, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia disponibilizou um sistema automatizado de acompanhamento específico para monitoramento. Esse acompanhamento é fundamental também para auxiliar os servidores públicos. "É importante que se crie uma estrutura de apoio para auxiliar os funcionários nessa mudança do físico para o tecnológico", relata Lucas Ambrozio, Analista de Gestão de Políticas Públicas de São Paulo.

 

Outros municípios parceiros da Comunitas também implementaram o teletrabalho e estão passando por experiências parecidas, isso porque, para que o método seja eficaz, é preciso de um maior planejamento e estruturação. Além disso, é extremamente importante que a dinâmica seja aceita pelos colaboradores, visto que ainda há falta de maturidade e entendimento sobre o funcionamento do teletrabalho em cargos públicos. 

 

"O grande desafio do teletrabalho é a transformação cultural necessária por parte da população, pois ainda é um método muito novo e desconhecido. Por isso, é fundamental que se crie uma estratégia para que seja possível transformar a cultura de trabalho." - Lucas Ambrozio, Analista de Gestão de Políticas Públicas de São Paulo